JILAC - II Jornada Internacional de Linguística Aplicada Crítica

 

Data de Início

23 Jul, 2019 às 08:00

Data de Término

25 Jul, 2019 às 18:00

Local

UNB Área 1 - UnB - Brasília, DF, 70297-400, Brasil

Inscrições

Abertas

Sobre o evento

Apresentação

Apresentação e histórico da 2ª JILAC

          Na conjuntura fluida da modernidade, é necessário buscar um aporte metodológico que transcenda muros, fronteiras, e concepções, sempre que se fizer necessário para promover o direito à educação a todos os cidadãos indistintamente. Nessa perspectiva, a “2ª Jornada Internacional de Linguística Aplicada Crítica” (JILAC) é uma iniciativa acadêmico-científico do Grupo de Estudos Críticos e Avançados em Linguagem (GECAL/CNPq/UnB) que tem caráter bianual e visa reiterar a natureza da Linguística Aplicada Crítica pelo compromisso que assume com os sujeitos e suas reais necessidades, em vez de altear ou perpetuar vertentes metodológicas que não traduzem os anseios humanos. Tal proposta se efetivará por meio de debates para disseminação de pesquisas recentes no campo da Linguagem, pelas comunidades acadêmicas de Letras, Linguística e Educação atuantes em Instituições de Ensino Superior do Brasil e do exterior; profissionais das redes pública e particular de ensino; estudantes de pós-graduação e graduação e outros profissionais interessados em refletir criticamente acerca de sua prática pedagógica.
            Nesta edição, as discussões e reflexões ensejadas por esta Jornada Internacional conta com plano de publicações para disseminação de resultados a um público certamente ainda maior do que o que vai ser congregado pelo evento, a partir do seguinte tema, a saber: Perspectivas Decoloniais na Linguística Aplicada Crítica.
            As inscrições para apresentadores de trabalho, para ouvintes e para minicursos encontram-se abertas até inscrições até 10 de maio de 2019.

Pesquisadores convidados

Estrangeiros

Gabriella Vetorelli
Li Wei
Ofelia Garcia
Patrícia Hill Collins

 
Brasileiros

Ana Lúcia Silva Souza
André Marques Nascimento
Ana Tereza Reis da Silva
Cláudia H. Rocha
Elaine Mateus
Fernanda Liberali
Fernando Zolin Vesz
Francisca Cordélia Oliveira
Junot Maia
Kanavill Rajagopalan
Kleber Aparecido da Silva
Lynn Mário Menezes de Sousa
Maria Aparecida de Sousa
Maria Inês Probst Lucena
Mariana Mastrella-de-Andrade
Rosane Rocha Pessoa
Tânia Rezende
Souzana Mizan
Viviane Heberle
Viviane Resende
William Tagata

Programação




Minicursos

 

Letramentos de Reexistência: culturas e identidades na escola

Ana Lúcia Silva Souza

UFBA

O minicurso terá como foco reflexões sobre os usos sociais da linguagem dentro e fora da escola. O conceito de Letramento de Reexistência permite traçar caminhos para validar as experiências cotidianas de leitura, escrita e oralidade em trajetórias formativas de e em corpos subalternizados, compromisso cada vez mais necessário no contexto social e político em que vivemos.



Diálogos entre o pensamento decolonial e a sociolinguística contemporânea

André Marques do Nascimento

UFG

Este minicurso tem como objetivo abordar conceitos fundamentais do pensamento decolonial latino-americano, mais precisamente o de diferença colonial e linguajamento, colocando-os em diálogo com conceitos que se emergem em perspectivas críticas da sociolinguística contemporânea, como zona de contato e outros que buscam captar a mobilidade e hibridez das práticas comunicativas situadas, como translanguagingpráticas transidiomáticas e práticas translinguísticas. Para este fim, são brevemente apresentados postulados básicos do pensamento decolonial e da sociolinguística contemporânea, bem como as vias possíveis de diálogos entre estas genealogias epistemológicas sobre linguagem. Espera-se que este diálogo promova o alargamento epistemológico dos estudos hegemônicos da linguagem, ao trazer para o centro da teorização as experiências e práticas sociolinguísticas que se dão em contextos interculturais pós-coloniais.


Epistemologias ecológicas decoloniais

Ana Tereza Reis da Silva

UnB

O minicurso analisa as epistemologias ecológicas praticadas por povos e comunidades tradicionais como perspectivas ontológicas decoloniais, concorrentes com as acepções dualistas tipicamente modernas das relações entre cultura e natureza (humanos e não humanos).


Dialogue with Sinfree Makoni on ‘Disinventing and Reconstituting Languages’

Ashraf Abdelhay and Sinfree Makoni

University of Edinburgh (UK) and University of Michigan-Ann

The key goal of the thought-provoking contribution of the “Disinventing and Reconstituting Languages’, which is edited by Sinfree Makoni and Alastair Pennycook, is to provide a critique of the dominant modes of intellectual imagination about language: The ways we think and talk about language, native speaker, linguistic diversity and multilingualism. The project also draws on diverse complexes of local communicative conditions and histories to inspect the socio-political implications and ramifications of the mainstream conceptualizations of language.
This open dialogue with Sinfree Makoni is intended to engage with the questions and comments of the participants about this conceptual perspective. Drawing on insights derived from the Disinventing’ project, this encounter will focus on, but not restricted to, the following points:
1. The emergence of alternative epistemologies and ontologies about language.
2. The politics of the production and circulation of knowledge from the perspective of Disinventing and the global south.
3. The pedagogical implications of the critique of ‘Disinventing’.
4. The move from Disinventing’ to translanguaging.
5. The impact of the ideas from the Global South on the Global North.
6. Resistance and cooptation of new ideas and what to do about it.

Please note: the dialogue with Makoni will be facilitated through the Skype.


Letramento crítico e orientação translíngue: reflexões teórico-práticas em contextos de ensino-aprendizagem de línguas

Cláudia H. Rocha

UNICAMP

Neste minicurso, proponho-me a problematizar os conceitos de letramento crítico, e de prática translíngue, em sua interface com a educação linguística. Com base em uma perspectiva discursiva de linguagem, orientada para a construção de uma sociedade mais equânime e pacífica, os fundamentos da orientação translíngue serão discutidos de forma articulada a uma reflexão conceitual acerca da criticidade. Serão também debatidas possíveis implicações práticas dessas vertentes para o ensino-aprendizagem de línguas, em seus diversos segmentos.

Ética do Cuidado e a Orientação para Diferença: Argumentação como Prática Crítico-Dialógica na Formação de Professores/as

Elaine Mateus

UEL

O conceito de “ética do cuidado”, desenvolvido pela psicóloga Carol Gilligan a partir da segunda metade do século XX, desafia os sentidos da moral kantiniana e do pensamento moral que prioriza a racionalidade sobre a afetividade para, assim, lançar luz sobre as relações interpessoais, a empatia, o respeito e a escuta. Para Gilligan, a e?tica da justic?a, considerada a moral padra?o e de refere?ncia, e? uma narrativa da moral masculina, mais do que do desenvolvimento da moral humana. Criada sobre a premissa de um self relacional, interdependente, atento às diferenças e discursivisado, a ética do cuidado define-se como “fundada na voz e nas relac?o?es, na importa?ncia de todos terem voz, serem cuidadosamente escutados (em seus direitos e nos seus pro?prios termos) e serem ouvidos com respeito. A e?tica do cuidado dirige nossa atenc?a?o a? necessidade da responsividade nas relac?o?es (prestar atenc?a?o, ouvir, responder) e aos custos de se perder as conexo?es consigo e com os outros” (GILLIGAN, 2011, p.1). A esses aspectos ligam-se o que Bakhtin (2010) chamou de “atos éticos” para tratar, em seus estudos, da na?o-indiferenc?a, da solidariedade, da responsabilidade e da responsividade. No campo educacional, tem-se discutido a “virada deliberativa” (DRYZEK, 2000) como uma prática mais justa e democrática de lidar com o pluralismo e as injustiças sociais. É com base nesses construtos que proponho nesse mini-curso as possibilidades da argumentação como prática crítico-dialógica na formação de professores/as. O trabalho traz uma síntese de alguns estudos realizados pelo Grupo de Pesquisa Aprendizagens sem fronteiras: linguagem, ética e formação de professores e explora as relações entre argumentação deliberativa e aprendizagem expansiva como oportunidade de participação democrática.

 

Formação de Educadores em contextos de dessilenciamento

Fernanda C. Liberali

PUC-SP/CNPq

Vivemos um momento de grande silenciamento de todas as instâncias da vida. Nas escolas, já marcadas pela prática de busca pelo silêncio, esse processo parece estar alcançando níveis cada vez mais graves, com a presença de propostas como a da Escola Sem Partido e as proposições de militarização do ensino por alguns setores da sociedade. Neste minicurso, serão realizadas análises de contextos escolares para a compreensão de como se realizam essas práticas de silenciamento e de dessilenciamento. Além disso, os participantes serão convidados a montar miniprojetos, tendo como foco o desenvolvimento de saberes diversos por meio de práticas de dessilenciamento.


Práticas linguageiras e construção de (des)colonialidades no mundo contemporâneo

Fernando Zolin-Vesz

UFMT

O intento deste minicurso é trazer à baila discussões que vêm sendo desenvolvidas em torno da relação entre práticas linguageiras e construção de (des)colonialidades (ZOLIN-VESZ, 2016; 2017). A expressão práticas linguageiras se refere à dinâmica das práticas de significação e os sentidos que dela emergem. Assim, como observam Fabrício e Pinto (2013), não haveria a linguagem per se, mas uma pluralidade de práticas produtoras de assimetrias, poderes, saberes, posições, descrições e classificações do mundo social. O pressuposto que subjaz este minicurso, portanto, é que o fim do colonialismo político imposto por países europeus a diversas regiões do planeta não significou o término das relações sociais desiguais que foram geradas por meio de binômios como europeu e não europeu (SANTOS; MENESES, 2010), mantendo-se, na contemporaneidade, sob a forma de colonialidades. Nessa direção, o minicurso busca abordar como as práticas linguageiras ainda constroem as colonialidades que produzem classificações dissimétricas do mundo e da vida social, tais como as conhecidas matrizes binárias e excludentes, a exemplo de científico/não cien­tífico, verdadeiro/falso e correto/errado. A um só tempo, o minicurso propõe apresentar alternativas, sem os purismos ou fundamentalismos caracterís­ticos da colonialidade, para a construção de descolonialidades na compreensão do mundo e da vida social. A fim de contemplar tais objetivos, o enfoque será centrado na discussão sobre o discurso monolíngue e a concepção eurocêntrica de língua.


(Inter)Relações entre a Teoria das Representações Sociais e a Análise de Discurso Crítica: atores sociais do racismo no Brasil

Francisca Cordélia da Silva

UnB

A Teoria das Representações Sociais (TRS) é um ramo da Psicologia Social que tem como objeto de estudo a relação entre indivíduo e sociedade. Considera que “[...] o indivíduo tanto é um agente da mudança na sociedade como é um produto dessa sociedade”, definição que aproxima os postulados da TRS de conceitos valiosos para a Análise de Discurso Crítica (ADC): como a relação dialética entre discurso e mudança social. As representações sociais são símbolos construídos de modo coletivo, compartilhados por uma sociedade. G. H. Mead (FARR, 2003) afirma que, nas sociedades modernas, a linguagem é, provavelmente, (quase) a única fonte de representação social. Sobre isso, Jovchelovitch (2003) afirma que, ao mesmo tempo em que estamos atravessados pela violência concreta de relações sociais desiguais, estamos atravessados “pela força impressionante da Palavra”, que, simbolicamente, auxilia a construção de máscaras para estruturas sociais desiguais. Tais reflexões evidenciam a intersecção entre os postulados da TRS e da ADC, já que a desigualdade é um elemento comum às áreas de conhecimento. Com base nessa relação entre as teorias, este minicurso tem como finalidade apresentar conceitos básicos da TRS, relacionar esses conceitos à ADC e analisar como a representação de atores sociais evidencia identidades, agência e ideologia. As análises tomaram como ponto de partida notícias de casos de racismos ocorridos no Brasil.


How is language racialized?

Gabriella Verorelli

Binghamton University

In this workshop I will share a decolonial framework and method with which we will examine the ways in which linguistic practices inform social exclusion and discrimination. We will also explore how language-use and ideas about language are employed to constitute, read, deploy, and contest racial identifications. Some of the questions we will unpack and try to answer collectively are: How does racism works through language? What counts as linguistic racism? How does language shape sociopolitical and socioeconomic experiences and possibilities? What are some of the central issues concerning language-based discrimination in respect to education, labor, health care, law, and living conditions? How does language construct people as “legal” and “illegal”, or “normal” and “deviant”? What does the everyday language you use say about you? What does it says you about others? What does it say you about the social? What can be done about linguistic racism and the coloniality of language? What have been some key interventions in transforming the reality of linguistic racism and the coloniality of language?We will begin introducing ourselves in terms of our relation to colonial language (be it Portuguese, Spanish, or English) and look at that relation as the place where critical decolonial thinking is shaped.


Letramentos de sobrevivência e a luta por direitos humanos e culturais

Junot Maia

UNICAMP

Levando em consideração elementos fundamentais da Declaração Universal de Direitos Humanos e da Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, o presente minicurso tem como propósito pensar sobre o papel que os usos de tecnologias digitais e suas articulações em redes têm assumido na busca por garantia e ampliação de direitos humanos e culturais em contextos brasileiros de periferia urbana. Especificamente, proponho reflexões sobre essa questão com base no trabalho etnográfico - por mim qualificado como uma etnografia de fronteira - que tenho realizado há cerca de 6 anos no Complexo do Alemão, conjunto de favelas situado na zona norte do Rio de Janeiro, costumeiramente retratado nas grandes corporações de mídia como um dos epicentros da desordem e da barbárie na cidade carioca. Na maioria das vezes, produzidos a partir de regimes hegemônicos de letramentos caracterizados por forte natureza opressora e criminalizadora, esses retratos da favela como locus do caos e da ilegalidade são contrapostos e combatidos por produções multissemióticas decorrentes de letramentos de sobrevivência, aqui entendidos como práticas sociais, sobretudo de escrita, que desestabilizam a consagrada binariedade vida-morte e negam a associação naturalizada entre favelas, exclusão, carência e tristeza. Assim, apropriações de recursos digitais a despeito de barreiras socioeconômicas e postagens combativas feitas por moradores em sites de redes sociais, como o Facebook, podem motivar a produção de enunciados que, na busca por melhores e mais justas condições de vida, aproximem as periferias urbanas brasileiras daquilo que é proposto nas declarações produzidas pela ONU e pela UNESCO.


O inglês no mundo de hoje e o surgimento de “World English”

Kanavillil Rajagopalan

UNICAMP/CNPq

Este mini-curso visa traçar um panorama da expansão do inglês no mundo afora, principalmente a partir do término da Segunda Guerra Mundial. O assim-chamado ‘círculo em expansão’ continua alimentando a procura pela aquisição da nova lingua franca do mundo. Gostaria frisar tanto os perigos inerentes a esse apego exagerado, como também as possíveis vantagens que domínio razoavel do idioma pode trazer. Ao mesmo tempo, convém ter bastante cautela e prudência na forma como abordamos a língua. Serão discutidos os novos “Englishes” que estão surgindo em diferentes cantos do mundo e como isso pode – na verdade, já está fazendo-o — afetar o próprio idioma, transformando-o em um recurso accessível a todos.  


Investigating linguistic and cultural transformations in urban setting

Li Wei

University College London


Decolonialidade, Epistemologias do Sul e Multilinguismo: conceitos e práticas

Lynn Mário Menezes de Sousa

USP/CNPq

Esta oficina discutira conceitos como colonialidade do poder, ego-política do corpo, hubris de ponto-zero, racismo epistêmico (Quijano 2000, Castro-Gomez 2007, Grosfoguel 2007), Sul epistemológico, globalização de localismos, localismos globalizados, cosmpolitanismo subalterno, epistemicídio (Sousa Santos (2014), línguas glocais (Guilherme 2017), Guilherme e Sousa (no prelo) e cidadania linguística (Stroud 2015). A oficina discutirá esses termos com relação ao multilinguismo e o ensino de línguas estrangeiras no Brasil.


O papel da etnografia nos estudos do letramento

Maria Aparecida de Sousa

SEEDF/UnB

Este minicurso tem como objetivo exemplificar a aplicação da metodologia etnográfica aos estudos do letramento em contexto brasileiro. No campo dos estudos do letramento, a etnografia tem se consolidado como uma importante metodologia de investigação, dentre outros motivos, porque põe em destaque categorias como ideologia e poder. Para discutir essa produtividade, o minicurso “O papel da etnografia nos estudos do letramento” apresentará características da metodologia etnográfica, discutindo o modo como a abordagem pode auxiliar o/a pesquisador/a do letramento a compreender os significados sociais, culturais e históricos que envolvem a escrita situada. Como exemplos de investigação etnográfica de letramentos, serão apresentadas duas pesquisas sobre a escrita de grupos sociais atravessados por formas interseccionais de exclusão.


A translinguagem como prática pedagógica

Maria Inêz Probst Lucena

UFSC

Os objetivos deste minicurso são: a) discutir aspectos teóricos e práticos da translinguagem; b) problematizar o significado social, cultural e linguístico dessa abordagem para a educação de línguas. A discussão será feita com base em estudos desenvolvidos dentro e fora de cenários educacionais, urbanos e rurais, em contextos de educação bilíngue intercultural indígena; contextos de fronteira; comunidades de imigrantes e refugiados; comunidade surda, dentre outras. A partir dos dados desses estudos, gerados em campo pela observação participante, entrevistas e notas de campo por diferentes pesquisadores, proporei uma reflexão acerca dos desafios e das implicações sociais e políticas do uso da translinguagem como uma prática pedagógica.


Estágio na licenciatura – reflexões e tentativas decoloniais

Mariana Mastrella de Andrade

UnB

Neste minuto apresento a experiência de estágio na licenciatura em Letras Inglês desenvolvida de forma integral dentro de uma escola pública. Apresento as complexidades da experiência, convidando os/as participantes a refletir e discuti-las à luz de perspectivas decoloniais.


Translanguaging Classrooms: Some example

Ofelia García

City University of New York

This workshop will start by taking up questions from the audience about their understandings of translanguaging derived from the keynote conference. The workshop will then give examples of translanguaging being used in early childhood, childhood, adolescence, and higher education, for different purposes. The workshop will engage participants with how to apply some of the strategies and ideas presented in their own classrooms or work.

 

Why Methodology Matters for Intersectionality

Patricia Hill Collins

University of Maryland, College Park

Methodology carries greater weight for intersectionality and similar projects that are devoted to decolonizing knowledge that goes beyond choosing appropriate methods for a given study. There are no inherently "intersectional" methodologies or methods. But there are ways in which conceptualizing intersectionality as a resistant knowledge project can influence the methodological choices within intersectional scholarship. Digging within the well-trod ground of colonial knowledge itself is less likely to yield the most innovative ideas or practices. This seminar examines two themes, namely, (1) broadening intersectionality’s context of discovery as a way to ask better questions; and (2) the significance of dialogical engagement as part of the research process. The questions that may be most useful for intersectionality’s critical inquiry typically originate within a broader context of discovery that goes far beyond academic settings. Expanding intersectionality's context of discovery to cultivate critical perspectives from a wide array of people and/or knowledge projects and figuring out methodological strategies for managing those heterogeneous perspectives is essential. Moreover, at heart, intersectionality's methodology is inherently collective. Individuals may formulate questions, yet questions themselves originate in social experiences. Ideas about social inequality, power relations, social justice and even intersectionality itself are nonsensical in the absence of interpretive communities that give these ideas meaning.


A BNCC e o ensino de inglês para crianças: análise de materiais didáticos para a faixa etária de 6 a 10 anos

Reinildes Dias

UFMG

Kleber Aparecido da Silva

UnB

Resumo: Este minicurso analisa dois materiais didáticos, um impresso e um digital, no âmbito do ensino de inglês, sob o viés dos campos de experiência preconizados pela BNCC (BRASIL, 2018), enfatizando a visão de linguagem / aprendizagem como ação social, em concordância com esse documento oficial. O estudo insere-se no âmbito da investigação qualitativa com a adoção do método da pesquisa documental para a compreensão e produção de conhecimento acerca dos dois documentos selecionados para análise, o Super Find and Seek (CRICHTON et al., 2018) e o site de responsabilidade do British Council intitulado “Learn English Kids”. Os resultados mostram que ambos os materiais materializam, em maior ou menor profundidade, os cinco campos de experiência em suas atividades, embora o material digital consiga explorá-los em uma diversidade maior de ações pedagógicas para o ensino de inglês.


Assumindo a tarefa de desvelar silêncios epistêmicos em aulas de língua

Rosane Rocha Pessoa

UFG

Valéria Rosa da Silva

UEG

Segundo Grosfóguel (2010), o que chegou às Américas nos finais do século XVI não foi apenas um sistema econômico de capital e trabalho destinado à produção de mercadorias para serem vendidas com lucro no mercado mundial, mas sim um sistema-mundo mais complexo: o homem heterossexual, branco, patriarcal, cristão, militar, capitalista, europeu, com as sua várias hierarquias globais (econômica, política, étnico-racial, epistêmica, linguística, espiritual, de gênero, sexual etc.). Essa compreensão histórica é relevante para nós, professoras/es de língua, que trabalhamos com perspectivas críticas de Linguística Aplicada e que objetivamos problematizar questões sociais em nossas aulas. No entanto, mais que isso, pensamos ser necessário assumir uma das tarefas do pensamento decolonial, que é a de desvelar os silêncios epistêmicos da epistemologia ocidental e a de afirmar os direitos das pessoas marginalizadas (Mignolo, 2009). Mas como fazer isso em aulas de língua? Nesse minicurso, mostraremos como temos tentado realizar esse trabalho em aulas de inglês, 1) abordando temas de modo a desnaturalizar o que é visto como natural, 2) trazendo corpos diferentes para a sala de aula (vozes do sul); e 3) problematizando relações sociais, tais como as de sala de aula, as da escola, as familiares etc. Além disso, desafiaremos as/os participantes a desenvolver atividades de sala de aula que se proponham a cumprir tal tarefa proposta por esse pensador argentino.


(In)visibilidades e agência nas mídias: entre a semelhança e a dessemelhança

Souzana Mizan

UNIFESP

Margaret Atwood, no seu romance de ficção científica O Conto da Aia, publicado em 1986, retrata a República totalitária de Gilead, onde a leitura da linguagem escrita é proibida, a visão é limitada e fotografias são controladas. Esse controle das imagens/ideias que os personagens vivem no romance de Atwood parece absurdo na era moderna, digital e globalizada, onde a circulação de imagens inunda nossas vidas e torna o modo imagético de construir sentidos uma das formas dominantes de entender o mundo ao nosso redor. É por isso que as mídias como jornais, televisão, cinema e telas do computador são invadidas por imagens. O minicurso pretende discutir a importância de adquirir Letramento Visual a partir de análise de imagens que permitem as várias vozes da sala de aula emergirem para mostrar que o discurso verbal que leitores de imagens criam sobre as imagens é produto de saberes, crenças e ideologias que são fruto da cultura na qual eles estão inseridos. Além disso, a minicurso desenvolve uma reflexão sobre imagens do mundo social nas mídias e políticas de agência. Tendo em vista que culturas passam por processos de re-visão de seus sistemas de pensamento e de suas normas e valores, através de transformações nos sistemas de construção dos sentidos e de significação já estabelecidos, estudamos desvios críticos da lógica dominante, deslocamentos que interrogam os estereótipos, e interrupções na visão dominante que se situam “nas fronteiras indecisas do familiar e do estranho, do real e do simbólico” (RANCIÈRE, 2012, p. 74). O estudo das imagens, ao nosso ver, permite algum acesso à ideologia da atualidade (VATTIMO, 2004) e pode levar à interpretação de uma época.

 

Letramento Escolar Intercultural Decolonial: Pistas e estratégias de construção de sentido no processo de letramento

Tânia Ferreira Rezende

UFG

Em contextos de interculturalidade – de complexidade onto-epistemológica e sociolinguística – são dois os principais desafios do letramento escolar na perspectiva intercultural decolonial: (1) entender as estratégias particulares de letramento de cada grupo, isto é, suas estratégias de construção de sentido, em diferentes práticas sociais e, então, de letramento (leitura e escrita da palavramundo (PAULO FREIRE, 1967), da palavra no mundo (BESSA FREIRE, 2009) e do mundo na palavra) e (2) criar condições, respeitando a “gnose liminar” (MIGNOLO, 2003) dos grupos, para o acesso aos letramentos hegemônicos, na língua de dominação nacional, na norma de prestígio social. Estão implicados nesse processo mais que conhecimentos, competências, habilidades e instrumentalização linguística. Entram em cena as subjetividades e as atitudes sociolinguísticas das pessoas envolvidas com a educação escolar e o ensino, desde a gestão de políticas linguísticas e planejamentos educacionais até as práticas de sala de aula. Objetiva-se, neste minicurso, diante disso, refletir sobre e propor ações de decolonização da linguagem no processo de letramento escolar envolvendo a pluralidade linguística e a complexidade onto-epistemológica e sociolinguística. O objetivo específico é a construção de procedimentos de sala de aula específicos para situações particulares.

 

Estudos de multimodalidade e multiletramentos como subsídios para o estudo de práticas educacionais contemporâneas

Viviane Heberle

UFSC/CNPq

Estudos em multimodalidade e multiletramentos tem contribuído para uma melhor compreensão sobre o uso de diversos recursos semióticos além da linguagem verbal para a comunicação contemporânea. Neste minicurso inicialmente abordo questões de multimodalidade, multiletramentos, com apoio da linguística sistêmico-funcional e da gramática do design visual para então discutirmos como esses referenciais teórico-metodológicos podem contribuir para a investigação de práticas educacionais contemporâneas e perspectivas decoloniais.


Análise de discurso crítica: aspectos teóricos

Viviane Resende

UnB/CNPq

O trabalho intenta apresentar a obra Outras Perspectivas em Análise de Discurso Crítica, lançada em agosto de 2017, que reúne pesquisadoras e pesquisador do Brasil, da Argentina e da Alemanha que se comprometem com pesquisas analítico-discursivas críticas voltadas ao estudo de grupos minoritários, violência, pobreza, Estado, mídia. Mais do que isso, fornece novos aportes teórico-metodológicos que, inéditos ou pouco conhecidos no Brasil, engrandecem a relevância da publicação e a situam no contexto maior dos esforços acadêmicos que, na América Latina, buscam a decolonialidade do saber (e também do poder e do ser).


Desenvolvendo a oralidade em língua inglesa na perspectiva dos estudos de letramento crítico e de translingualismo

William Tagata

UFU

Ao longo dos últimos anos venho ministrando disciplinas de língua inglesa em um curso de Letras-inglês em uma universidade federal, voltadas parra o desenvolvimento das habilidades de compreensão e produção orais. Neste minicurso, pretendo compartilhar algumas reflexões advindas dessa experiência de ensino, sobretudo no tocante às contribuições de pesquisas recentes em translingualismo e letramento crítico para o ensino de língua inglesa em sua modalidade oral. O que as pesquisas sobre letramento crítico têm a contribuir para o ensino de inglês? Qual a importância de conceber o ensino e aprendizado de inglês em termos de práticas translingues? É possível conciliar a ideia de inteligibilidade com o conceito de translingualismo?

Eixos temáticos

Linguagem e Agência
Linguagem e Avaliação
Linguagem e Análise do Discurso
Linguagem, Epistemologia e Ontologia
Linguagem e Educação (Inter)Cultural
Linguagem e Educação Docente
Linguagem e Educação Linguística
Linguagem e Ensino-Aprendizagem de Língua(s)
Linguagem e Estudos dos Gêneros, Raça e Etnia
Linguagem, Identidade(s) e Subjetividades
Linguagem e Internacionalização
Linguagem, Discurso e Sociedade
Linguagem e Materiais Didáticos
Linguagem e Multimodalidade
Linguagem e (Multi)Letramentos
Linguagem e Plurilinguismo
Linguagem e Políticas
Linguagem e Pragmática
Linguagem e Práticas Translíngues
Linguagem e Práticas Sociais
Linguagem e Sociolinguística
Linguagem e Tecnologia
Linguagem e Tradução
Outra (s)

Tipo de participação

São aceitas submissões de comunicações a partir das linhas temáticas do evento

Comunicações: As comunicações serão submetidas individual ou coletivamente. Cada apresentação será avaliada e agrupada pela comissão científica organizadora em sessões de acordo com o tema do resumo e os indicadores enviados na submissão, como linha de pesquisa e palavras-chave. Cada apresentação de comunicação terá a duração total de 20 minutos, incluindo cinco minutos para perguntas.  As propostas devem ser encaminhadas pelo formulário eletrônico neste site.

Pôsteres: Os pôsteres serão submetidos individual ou coletivamente. Cada proposta de pôster será avaliada pela comissão científica organizadora em sessões. Os pôsteres ficarão expostos durante a sessão determinada pela comissão. Seu(s) autor(es) deverá/deverão estar presente(s) durante a exibição do pôster a fim de interagir com o público. As propostas devem ser encaminhadas pelo formulário eletrônico neste site.

Para qualquer uma das modalidades, são aceitas inscrições recebidas por meio de formulário online próprio, apenas.

Cada participante poderá realizar, no máximo, duas apresentações como autor principal (isto é, o total de apresentações como autor principal em comunicações e pôsteres não pode exceder dois).

Além das modalidades acima, que são abertas, existem as modalidades abaixo, restritas a convidados:

Conferências: Estão previstas 2 (duas) conferências.

Rodas de conversas: Estão previstas 7 (sete) rodas de conversas.

Minicursos: Estão previstos minicursos para o primeiro dia do evento. Cada congressista poderá se inscrever no minicurso de sua preferência e efetuar o pagamento no site do evento. 

Normas

Prezados participantes,

Para submeter o resumo, cada congressista deverá, inicialmente, fazer a inscrição e efetuar o pagamento. Ao fazer isso, será aberta a opção de enviar o trabalho, nas normas descritas a seguir. Se, eventualmente, o resumo não for aceito, a Comissão Científica o devolverá para serem feitos os ajustes necessários e, posteriormente, confirmada a submissão.

NORMAS PARA SUBMISSÃO:

Os resumos para apresentação de trabalho na modalidade comunicação oral ou pôster deverão ser submetidos exclusivamente pelo site do evento, observando as datas e valores correspondentes a cada categoria (alunos de graduação, professores etc.).
Cada trabalho poderá ter até três autores (todos com inscrição paga). Cada participante só poderá apresentar um trabalho, seja comunicação ou pôster.
É necessário que os resumos contenham: mínimo de 200 e máximo de 300 palavras; 3 palavras-chave; indicação, de forma objetiva, do tema, objetivos, quadro teórico-metodológico e resultados (alcançados ou esperados).

  

OBSERVAÇÕES:

Só terão direito ao certificado aqueles autores que estiverem presentes para apresentar os trabalhos;
Caso o trabalho tenha dois ou três autores, cada um receberá um certificado individualmente;
O tempo para apresentação dos trabalhos nas sessões de comunicação será de 20 minutos;
Após o término do evento, serão organizados os Anais. Todos os autores serão comunicados e, caso queiram, poderão submeter os trabalhos para publicação.

 

Atenciosamente,

 

A Comissão Organizadora


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Comissões

Coordenação Geral
Kleber Aparecido da Silva (UnB)
 
Assistente de Coordenação
Juscelino Francisco do Nascimento/UFPI e UnB

Tesouraria
André Ferraz Silva/UnB
Kleber Aparecido da Silva/UnB

Secretaria
Gabriel Estrela da Silva/UnB
Juscelino Francisco do Nascimento/UFPI e UnB

Científica
Adauto Locatelli Taufer/UFRGS
Adolfo Tanzi Neto/UFRJ
Ana Beatriz Barbosa de Souza/UnB
Ana Paula Martinez Duboc/USP
Antonieta Heyden Megale Siano/Instituto Singularidades
Barbra R. Sabota Silva/UEG
Betânia Passos Medrado/UFPB
Carmem Jená Caetano/UnB
Dánie Marcelo de Jesus/UFMT
Daniel de Mello Ferraz/USP
Domingos Sávio Pimentel Siqueira/UFBA
Elkerlane Moraes/IFTO
Francisca Cordélia Oliveira da Silva/UnB
Hélvio Frank de Oliveira/UEG
Janaina da Silva Cardoso/UERJ
Leandra Ines Seganfredo Santos/UNEMAT
Marcus de Souza Araújo/UFPA
Maximina Maria Freire/PUC-SP
Paula Maria Cobucci Ribeiro Dias/UnB
Reinildes Dias/UFMG
Renato Cabral Rezende/UnB
Rosane Rocha Pessoa/UFG
Telma Cristina de Almeida Silva Pereira/UFF
Telma de Sousa Garcia Grande/UEMS
Silvia Helena Benchimol Barros  /UFPA
Sônia Margarida Ribeiro Guedes/SEDF e UnB
Vilson José Leffa/UFPEL
 
Hospedagem, transporte e restaurantes
Júnio César Batista de Sousa/IFB
Kleber Aparecido da Silva/UnB
Paula Maria Cobucci Ribeiro Dias/UnB
 
Logística
Juscelino Francisco do Nascimento/UFPI e UnB
Kleber Aparecido da Silva/UnB
Paula Maria Cobucci Ribeiro Dias/UnB

Webmaster e aparato tecnológico
Ana Azevedo/UnB
Getúlio Nunes dos Santos/UnB

Monitores
Ana Azevedo/UnB
Lanisson Araújo/UnB
Patrícia Tuxi/UnB
Rodriana Dias Coelho Costa/UnB e UFG
Sônia Margarida Ribeiro Guedes/SEEDF
Sweder Sousa/UFPR
 
Comitê Gestor do GECAL
Ana Karolina de Azevedo Gomes
Cátia Regina Braga Martins
Edinei de Souza
Gabriel Estrela da Silva
Getúlio Nunes dos Santos
Helenice Roque-de-Faria
Júnio César Batista de Souza
Juscelino Francisco do Nascimento
Kleber Aparecido da Silva
Letícia Capelão de Souza
Marcelo Carmozini
Milene Galvão Bueno
Miguel Barros Monteiro Mota
Paula Maria Cobucci Ribeiro Dias
Renata Mourão Guimarães
Rodriana Dias Coelho Costa
Sônia Margarida Ribeiro Guedes
Reinildes Dias
Sweder Sousa
 
Editoras e Patrocinadores
Ana Azevedo
Kleber Aparecido da Silva
Paula Maria Cobucci Ribeiro Dias

Palestrantes / conheça!

Ashraf Abdelhay

Gabriella Vetorelli

Li Wei

Ofelia Garcia

Patrícia Hill Collins

Ana Lúcia Silva Souza

André Marques Nascimento

Ana Tereza Reis da Silva

Cláudia H. Rocha

Elaine Mateus

Fernanda Liberali

Fernando Zolin Vesz

Francisca Cordélia Oliveira

Junot Maia

Kanavill Rajagopalan

Kleber Aparecido da Silva

Lynn Mário Menezes de Sousa

Maria Aparecida de Sousa

Maria Inês Probst Lucena

Mariana Mastrella-de-Andrade

Rosane Rocha Pessoa

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William Tagata